O INTEGRA conecta o SEI e o SIAPE usando o acesso que o servidor já tem — sem burlar nada. Nasceu na ponta, virou caso publicado e hoje tem o núcleo em código aberto.
“Automação Robótica de Processos na CGPAG/DECIPEX: Inovação e Aprendizado Organizacional na Gestão de Pessoas”
Edital nº 1/2025 — Seleção de Experiências Inspiradoras em Gestão de Pessoas no Setor Público · MGI / Secretaria de Gestão de Pessoas · resultado de 25/04/2025 (processo SEI 19975.009280/2025-99).
O SEI tramita documentos na web; o SIAPE guarda os dados funcionais numa emulação de terminal de mainframe (a tela preta 3270). Entre os dois fica o servidor: copiando, digitando e conferindo matrícula por matrícula.
Na Coordenação-Geral de Pagamentos da DECIPEX — que administra cerca de 200 mil vidas — a área de exercícios anteriores vivia o cenário típico do serviço público: demanda alta, equipe pequena e o mesmo ritual manual, repetido à exaustão.
Números aferidos pelo próprio histórico de movimentações do SEI e pelos registros da unidade — agregados, sem qualquer informação pessoal.
Fontes: artigo “Inovações Silenciosas em Gestão de Pessoas: automatizando atividades de trabalho repetitivas da DECIPEX”, revista Gestão de Pessoas em Ação (MGI), vol. 3, jun/2025 · e registros agregados da unidade (gráficos). Dados agregados, sem informação pessoal.
O coração do INTEGRA é uma biblioteca Python reutilizável, publicada módulo a módulo — cada peça generalizada, testada e verificada ao vivo antes de entrar. Nada de valores de um órgão embutidos no código: tudo é parâmetro.
Do processo em branco ao documento assinado e tramitado.
A tela preta do mainframe, conduzida por código — com você autenticando.
A automação reproduz a interação do servidor na interface dos sistemas — não acessa banco por trás. Por isso funciona em qualquer órgão, sem depender de habilitação institucional.
Roda sobre a mesma sessão logada do servidor. Nenhuma credencial de sistema, nenhuma liberação especial — o mesmo acesso, sem o trabalho braçal.
Fala com a API do editor (CKEditor) e busca arquivos por fetch dentro da sessão — rápido e previsível, em vez de simular mouse e teclado às cegas.
Cada módulo é confirmado num SEI real (4.1.5) antes de ser publicado: processo criado, documento assinado, valor lançado — e só então entra no repositório.
Compara o que foi digitado com o registro oficial do SIAPE e aponta a divergência — como a matrícula trocada que antes travava o processamento.
Automação em serviço público só se sustenta com segurança e transparência. Esses pontos são regra do projeto — não recomendação.
O mesmo problema — SEI e SIAPE que não conversam — se repete em ministério após ministério, e cada unidade acaba reinventando a roda, muitas vezes de forma informal.
O núcleo do INTEGRA responde a isso sendo código aberto sob licença MIT, parametrizável por órgão e publicado abertamente. Um órgão pluga o seu SEI e o seu SIAPE — sem começar do zero.
O que já vem pronto para outro órgão adotar:
Colaboração entre órgãos é bem-vinda — o repositório aceita contribuições de outros servidores e desenvolvedores.
O projeto cresce em camadas: um núcleo público e auditável, um orquestrador que encadeia os passos, e as aplicações reais que rodam na unidade e provam o valor.
A biblioteca open-source: os blocos de SEI e SIAPE, reutilizáveis por qualquer órgão.
Encadeia os blocos em rotinas completas — catálogo de passos, fontes de dados e persistência.
Os fluxos reais da CGPAG/DECIPEX que geraram os resultados desta página.
O INTEGRA está em construção e é publicado módulo a módulo. O que já está aberto pode ser usado, estudado e melhorado hoje.